A polícia já tem um suspeito de ter matado a advogada Geysa Rocha Pires, de 34 anos, na madrugada do último domingo (20), na Praia de Panaquatira, município de São José de Ribamar. Uma equipe do Serviço de Inteligência do 8° Batalhão da Polícia Militar (BPM) e outras duas da Polícia Civil, comandadas pelos delegados Paulo Hertel (da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos) e Ronilson Moura (da Delegacia de Roubos e Furtos) já estariam nas ruas à procura do acusado.
De acordo com informações repassadas pelo superintendente de Polícia Civil da Capital, delegado Sebastião Uchoa, existem duas linhas de investigações para o caso, a de crime passional e a de latrocínio (roubo seguido de morte). Apesar de já ter a identificação e a foto de um suspeito, a polícia preferiu não fornecer essas informações para não atrapalhar as investigações.
Foto: Divulgação
Advogada pode ter sido vítima de crime passional
Segundo Sebastião Uchoa, a Delegacia de Homicídios também estaria dando apoio no caso e dois pontos específicos da cidade, que também não foram revelados, estão sendo monitorados incessantemente. “Já foram feitas análises no notebook da vítima e também foram feitos exames de material coletado do corpo da advogada”, revelou o superintendente.Conforme a investigação policial, no dia do crime, Geysa teria ido à praia com um primo para comer caranguejo. Em seguida, ela teria deixado o jovem em casa, retornado para a sua residência, localizada na Rua B, quadra H, n° 73 – Olho d’Àgua, de onde teria saído novamente com seu carro, um Corsa Hatch, após receber um recado, e não retornou mais.
O corpo da advogada foi encontrado na Praia de Panaquatira, com duas perfurações de arma branca no corpo: uma no pescoço e outra na região torácica. O carro da vítima ainda não foi localizado.
Segundo informações obtidas junto à assessoria de imprensa da Ordem dos Advogados do Brasil, no Maranhão, Geysa seria funcionária da Companhia Energética do Maranhão (Cemar). O corpo da advogada deu entrada no Instituto Médico Legal (IML) às 11h10 de domingo (20). Após a sua liberação, foi levado para o município de Riachão, para ser velado e sepultado.
Empresário também é morto em Panaquatira
Além do crime que teve como vítima a advogada Geyza Rocha Pires, a Praia de Panaquatira também foi palco para a execução do empresário Jaime Pereira Silva Filho, de 41 anos. Jaime Pereira, que trabalhava com produtos importados do Paraguai, foi espancado e depois morto a tiros.
Segundo parentes do empresário, o último contato dele com seus familiares foi na tarde do último domingo (20). O corpo dele foi encontrado por volta das 22h30 do mesmo dia e deu entrada no IML por volta das 3h30 de ontem.
De acordo com populares ouvidos pela polícia, o crime teria sido cometido por dois homens que chegaram à praia com o empresário no veículo dele, um Kia Cerato vinho, de placa NXA-2948, que está em nome de Cláudio Antônio S. Furtado, que seria morador do Anjo da Guarda. E que, após terem efetuado cerca de seis tiros na vítima, fugiram do local andando.
Vingança – De acordo com informações obtidas pelo Jornal Pequeno, o empresário pode ter sido morto por vingança. Foi apurado pelo JP que ele teria denunciado à Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) que no dia 20, do mês de setembro, foi sequestrado por um grupo de homens formado por um policial civil, um ex-policial civil e outros que seriam ligados à Polícia Civil.
Segundo a fonte do JP, como Jaime Pereira estava com várias mercadorias, o grupo teria cobrado R$ 20 mil para poder liberar o empresário, mas houve uma negociação e ele pagou uma quantia menor e foi solto. No entanto, após estar em liberdade, a vítima procurou a Seic para fazer a denúncia do sequestro, seguido de extorsão.
O fato de o empresário ter denunciado o caso à polícia, faz ser levantada a suspeita de que seus assassinos possam ser as mesmas pessoas que praticaram o sequestro. Jaime Pereira era solteiro e residia na cidade de São José de Ribamar. (Por Wellington Rabello)
jornalpequeno.com
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