
A ficha do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, finalmente caiu na tarde da última quinta-feira( dia 01 de dezembro). Submetido a um longo processo de desgaste provocado por uma enxurrada de denúncias, ele embarcou para o Rio de Janeiro disposto a escrever duas cartas. A primeira é uma defesa que será encaminhada à Comissão de Ética Pública da Presidência da República %u2014 o colegiado pediu, na quarta à noite, a exoneração de Lupi. A segunda será a carta de demissão. Pessoas próximas ao ministro confirmaram que a resistência dele chegou ao fim. Mas a presidente Dilma Rousseff, que viajou para a Venezuela, ainda poderá mantê-lo se insistir na estratégia de promover a mudança no Ministério do Trabalho no âmbito de uma ampla reforma ministerial, marcada para janeiro. Nesse caso, ampliaria ainda mais o desgaste público do aliado.
No governo, contudo, está cada vez mais claro que não há como segurar o ministro, especialmente após a Comissão de Ética Pública pedir o afastamento. No Planalto, a sinalização dada pelos conselheiros %u2014 algo raro em um colegiado que pouco se pronuncia contra alguém que detém mandato público %u2014 foi vista como "muito negativa para Lupi". Dilma Rousseff só não o demitiu esta semana comentam parlamentares ligados ao governo, porque não quer briga com o comando do PDT.
Além disso, a presidente considerou inadequada a maneira como a Comissão se pronunciou. Ela não gostou da postura do órgão consultivo da Presidência da República que, de maneira intempestiva e "surpreendentemente rápida", nas palavras de um auxiliar, examinou as denúncias contra o ministro do Trabalho. Dilma e os auxiliares também consideraram subjetivas demais as palavras da relatora do processo, Marília Muricy, afirmando que as respostas de Lupi à comissão tinham sido "insatisfatórias e inconvenientes". Na opinião da presidente, afirmações tão vagas não podem ser suficientes para justificar a demissão de um ministro. E quis deixar claro que a palavra final sobre esse assunto cabe a ela e não à comissão.
Do ponto de vista político, Dilma não quer repetir com o PDT o que aconteceu com o PR, de Alfredo Nascimento. O ex-ministro dos Transportes saiu magoado e jurando independência. Embora hoje o PR esteja fazendo o caminho de volta para a base, houve um desgaste com o partido.
Além disso, a presidente considerou inadequada a maneira como a Comissão se pronunciou. Ela não gostou da postura do órgão consultivo da Presidência da República que, de maneira intempestiva e "surpreendentemente rápida", nas palavras de um auxiliar, examinou as denúncias contra o ministro do Trabalho. Dilma e os auxiliares também consideraram subjetivas demais as palavras da relatora do processo, Marília Muricy, afirmando que as respostas de Lupi à comissão tinham sido "insatisfatórias e inconvenientes". Na opinião da presidente, afirmações tão vagas não podem ser suficientes para justificar a demissão de um ministro. E quis deixar claro que a palavra final sobre esse assunto cabe a ela e não à comissão.
Do ponto de vista político, Dilma não quer repetir com o PDT o que aconteceu com o PR, de Alfredo Nascimento. O ex-ministro dos Transportes saiu magoado e jurando independência. Embora hoje o PR esteja fazendo o caminho de volta para a base, houve um desgaste com o partido.
oimparcial.com
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