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| Chevrolet Sonic substitui Corsa na categoria dos compactos premium, acima do Agile |
Desenvolvido na Coreia do Sul, assim como o Cruze, o Sonic é produzido no país asiático e, desde outubro, também na fábrica americana de Lake Orion, em Michigan. Ainda em 2012, será entregue também pela unidade de Ramos Arizpe, no México. A partir deste momento, hatch e sedã estarão aptos a serem vendidos no Brasil, aproveitando os acordos comerciais entre os dois países que derrubam impostos e taxas a zero.
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| Hatch é mais bem resolvido que o sedã e ganha ar esportivo com spoilers, lanternas e faróis escurecidos, maçaneta da porta traseira escamoteada e rodas com perfil mais arrojado |
Quando chegar ao Brasil, o que pode ocorrer mais para o final do ano -- ou no começo de 2013, num panorama mais conservador --, irá ajeitar o organograma automotivo da Chevrolet: a linha começa com o Celta, mas os sedãs Classic e Prisma disputam consumidores de perfis semelhantes, assim como Corsa hatch e Agile (este último é mais recente e tem mais equipamentos, mas não mais conforto ou espaço). O sedã Cobalt, recém-lançado, atende aos órfãos do Astra sedã, mas também atrai interessados no Corsa sedã. Será tarefa do Sonic dar o descanso final ao Corsa (não há mais espaço para os dois na posição), se posicionando como real opção premium para os compradores de carros compactos da marca, ficando acima do Agile e abaixo do Cobalt.
Assim, ele concorrerá com mais propriedade com modelos como New Fiesta, principal rival, além de Fiat Punto, Volkswagen Polo e Citroën C3, entre outros. O Versa, inimigo americano, atua num outro campo no Brasil, brigando com o Cobalt.
Durante o teste, feito com um sedã LT 1.8 automático, o Sonic se mostrou um carro esperto em ambiente urbano, onde alia agilidade à suavidade. Na estrada, porém, motor e câmbio se estranham e sobressai o lado reclamão de ambos: as rotações sobem e o ruído na cabine também, e muito. De fato, o Sonic sofre da mesma falha de isolamento do Cruze, e mesmo alterações no asfalto se fazem sentir e ouvir pelos ocupantes.
Vamos as medidas: São 4,03/4,39 metros de comprimento (para o hatch e o sedã, respectivamente), com 2,52 m de espaço entre-eixos, 1,73 m de largura e 1,51 m de altura. O porta-malas tem capacidade para 539 litros no hatch e 397 litros no sedã. Estranhou o maior volume de carga do hatch? Pois essa é uma característica curiosa do Sonic: o dois-volumes é mais bem equipado, acabado e caro que o sedã, algo nada usual. No caso do bagageiro, a explicação está no espaço perdido pelo sedã por conta das caixas de roda, da boca do compartimento e da moldura do vidro traseiro -- o hatch tem uma abertura maior e melhor aproveitamento desse espaço.
Fica a sensação de que o Sonic poderia ser menos conservador em diversos aspectos. No geral, porém, representa uma melhora em relação às atuais opções da GM, e avançar é sempre a melhor estratégia.


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