Te cuida, Mário Macieira! A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) recomendou, nesta terça-feira (10), que a corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também passe a verificar denúncias contra membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), após o representante dos causídicos, Ophir Cavalcante, anunciar um ato de apoio à manutenção do poder de fiscalização do conselho sobre os magistrados. Ophir vem sendo acusado de uma série de irregularidades (reveja) .
Por meio de nota, o presidente interino da Ajufe, Fabrício Fernandes de Castro, justificou a sugestão ao dizer que o papel do CNJ é fundamental no aperfeiçoamento do Estado Democrático de Direito, com vistas a conferir maior eficiência ao Poder Judiciário e na apuração de eventuais irregularidades. “Nessa linha, sendo a OAB, autarquia imprescindível à administração da Justiça, nos termos do artigo 133 da Constituição da República, é imperativo que igualmente aquela instituição esteja sujeita à fiscalização pelo CNJ, inclusive sob o aspecto disciplinar”, defendeu.
Ainda segundo Fernandes de Castro, “isso evitaria, sem sombra de dúvida, a imensa quantidade de queixas por apropriações indébitas praticadas por advogados contra os cidadãos comuns”. Para o dirigente, a ampliação da competência do conselho permitiria também a punição de maus advogados, “honrando, assim, a imensa maioria dos causídicos honestos e que tanto lutam pelo aperfeiçoamento da democracia brasileira”.
Juízes x Advogados
Apesar da presumível nobreza da sugestão da Ajufe, o comunicado expõe uma insatisfação de grande parte dos juízes em relação à entidade que representa os advogados. Além do argumento de investigar defensores corruptos, Fernandes de Castro pondera que a mesma vigilância sobre os juízes e desembargadores, ora discutida, deve ser desempenhada “dentro dos estritos limites legais e constitucionais, sempre visando a absoluta transparência institucional”. O presidente da Ajufe finaliza pedindo “consciência” em prol do entendimento de que “a intimidação de juízes e familiares por meios ilegais em nada contribui para esse objetivo”.
Apesar da presumível nobreza da sugestão da Ajufe, o comunicado expõe uma insatisfação de grande parte dos juízes em relação à entidade que representa os advogados. Além do argumento de investigar defensores corruptos, Fernandes de Castro pondera que a mesma vigilância sobre os juízes e desembargadores, ora discutida, deve ser desempenhada “dentro dos estritos limites legais e constitucionais, sempre visando a absoluta transparência institucional”. O presidente da Ajufe finaliza pedindo “consciência” em prol do entendimento de que “a intimidação de juízes e familiares por meios ilegais em nada contribui para esse objetivo”.
Leia abaixo a nota divulgada pela Ajufe:
Com relação à notícia de que o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, pretende realizar ato em defesa das atribuições do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), vem a público informar à população que o papel do CNJ é fundamental no aperfeiçoamento do Estado Democrático de Direito, com vistas a conferir maior eficiência ao Poder Judiciário e na apuração de eventuais irregularidades. Tal missão, por outro lado, deve ser desempenhada dentro dos estritos limites legais e constitucionais, mas sempre visando à absoluta transparência institucional.
Nessa linha, sendo a OAB autarquia imprescindível à administração da Justiça, nos termos do art. 133 da Constituição da República, é imperativo que igualmente aquela instituição esteja sujeita à fiscalização pelo CNJ, inclusive sob o aspecto disciplinar. Entende, pois, a Ajufe que ante o caráter público da OAB, os recursos por ela administrados e a atuação dos seus membros mereceria total atenção do CNJ.
Isso evitaria, sem sombra de dúvida, a imensa quantidade de queixas por apropriações indébitas praticadas por advogados contra os cidadãos comuns, permitindo ao CNJ punir os maus advogados, honrando, assim, a imensa maioria dos causídicos honestos e que tanto lutam pelo aperfeiçoamento da democracia brasileira, mas que têm a consciência de que a intimidação de juízes e familiares por meios ilegais em nada contribui para esse objetivo.
Fabrício Fernandes de Castro
Presidente Interino da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe).
Presidente Interino da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe).

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