sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Com Neymar apagado, Santos empata sem gols com Náutico


Foto: Alex Silva / Ag. Estado
SANTOS - Sem muita motivação, diante de 6.256 pagantes na Vila Belmiro, o Alvinegro voltou a jogar mal e só conseguiu empatar em 0 a 0 com um rápido e entrosado Náutico porque Kieza desperdiçou um pênalti ainda no primeiro tempo, na noite desta quinta-feira, pela 33ª rodada do Brasileirão. Pior nos 45 minutos iniciais, mas nem tão bom na etapa final a ponto de merecer a vitória, o Peixe saiu de campo com 43 pontos, em 11º lugar. Já o Timbu foi aos 42 e permaneceu em 13º. Ambos ficaram ainda com risco bem pequeno de rebaixamento.
Nem mesmo Neymar conseguiu dar um pouco de brilho para a apagada noite alvinegra. O próprio craque se irritou com o fraco futebol apresentado e cobrou bastante os companheiros.
- Não podem ficar só olhando para a minha cara esperando eu resolver - reclamou o atacante, na saída do gramado.
Sem nada com os problemas do adversário, o Timbu, de uniforme verde claro, teve com Rhayner e o próprio Kieza suas melhores chances, todas desperdiçadas.
Agora, o Santos para e só volta a atuar no outro sábado, dia 3 de novembro, às 19h30m (de Brasília), quando visitará o Cruzeiro, no estádio Independência, em Minas Gerais. O Timbu também descansará e vai receber o Internacional, no domingo, dia 4, no estádio dos Aflitos, em Recife.
Náutico domina e perde pênalti
Até Neymar se irritou com o futebol do Santos. Quando entrou calmo com o pequeno Davi Lucca no gramado da Vila Belmiro, mal sabia o craque que ficaria uma pilha de nervos com a falta de movimentação do time. O técnico alvinegro, Muricy Ramalho, optou por Pato Rodriguez entre os titulares. Alexandre Gallo, treinador do Timbu, escolheu Rogério, no lugar de Araújo, como companheiro de ataque do artilheiro Kieza. Quem se deu melhor foi o time pernambucano. O domínio alvinegro nos cinco minutos iniciais não passou de aparência. Muito mais rápida e entrosada, a equipe pernambucana só não marcou seu gol por deficiência nas finalizações.
Souza, Rhayner, Rogério e Kieza infernizavam a defesa santista. A velocidade do time pernambucano fazia contraste com a lentidão do Alvinegro. Felipe Anderson, responsável por armar o time, errou todas as tentativas de cruzamento. E ainda ficou com a orelha quente de tanta bronca que ouviu de Neymar e Muricy. O camisa 11, inclusive, deu uma de técnico e chegou a reunir uma roda em campo para orientar os demais atletas.
Bem mais à vontade, o visitante concluiu seis vezes a gol, contra três chutes do Peixe. Uma das finalizações do Náutico foi o pênalti perdido por Kieza, aos 33 minutos. O lance, aliás, foi emblemático. Neymar tentou jogada no ataque e perdeu a bola, que acabou nos pés de Martinez. O volante do Náutico aproveitou o espaço pela direita da defesa santista e enfiou bom passe. Rogério recebeu e deu drible em Gerson Magrão, fora de posição para cobrir o espaço deixado por Galhardo. Dentro da área, fez a falta. Na cobrança, Kieza acertou a trave esquerda de Rafael. Antes do intervalo, ainda houve outra chance desperdiçada pelo zagueiro Alemão, de cabeça.
No fim do primeiro tempo, o empate sem gols saiu barato para o Peixe e injusto para o Timbu.
Santos melhora, mas placar não sai do zero
Na volta do intervalo, Muricy trocou Adriano, que passou mal no vestiário, por Henrique. Melhor no jogo, o Náutico retornou sem mudanças. O Peixe até cresceu de produção, mas a noite era infeliz. Prova clara disso foi o lance protagonizado por Neymar, aos 14 minutos. Felipe Anderson cobrou falta pela esquerda e o craque, na tentativa de mandar para o gol, deu uma de zagueiro e afastou a bola da área.
Descontente com o futebol de Rogério, Gallo trocou o atacante por Kim. Do outro lado, Muricy fez outra modificação: saiu o improdutivo Pato Rodriguez para a entrada de Bernardo. No primeiro lance, o meia já fez mais do que o argentino durante toda a partida. Aos 21 minutos, recebeu passe de André e tentou duas vezes à queima-roupa, mas parou nas excelentes defesas de Gideão.
O último lance de empolgação se deu novamente saindo dos pés de Neymar. Da esquerda, o camisa 11 enfiou belo lançamento para o zagueiro Bruno Rodrigo, que deu uma de centroavante e finalizou com perigo, à esquerda de Gideão, aos 38 minutos.
Empate com futebol ruim e sem graça na Vila. Pior para o Náutico, que perdeu pênalti e a chance de eliminar totalmente o risco de queda para a Série B.

No sufoco, Fluminense vence Coritiba e fica perto do título


Foto: Nelson Perez / Fluminense. F.C.
RIO DE JANEIRO - O Fluminense está cada vez mais próximo da taça de campeão brasileiro de 2012. Depois de perder para o vice-líder Atlético-MG e ver as esperanças do rival crescerem, o Tricolor derrotou o Coritiba por 2 a 1, nesta quinta-feira, no Engenhão, chegou a 72 pontos e abriu novamente nove de distância na liderança, mas agora com apenas cinco jogos para o fim do Brasileirão. Quem brilhou na noite tricolor foi o jovem atacante Wellington Nem, que marcou o primeiro gol e ainda fez a jogada do marcado por Thiago Neves.
No fim do jogo, o time paranense, que estacionou nos 42 pontos, sufocou o líder, diminuiu com Everton Ribeiro, mas teve a invencibilidade de seis partidas quebrada para delírio da torcida tricolor, que compareceu em bom número ao estádio. A renda somou R$ 613.805, para um público pagante de 29.994 pessoas (33.975 presentes). Na 33ª rodada, o Tricolor enfrentará o São Paulo, dia 4 de novembro, domingo, às 17h (de Brasília), no Morumbi. O Coxa recebe o Atlético-MG, no Couto Pereira, em Curitiba, às 19h30m do mesmo dia.
A vitória voltou a deixar o Flu com folga no topo da tabela de classificação, e o Atlético-MG, que só joga na próxima quarta, contra o Flamengo, já não preocupa tanto o artilheiro Fred, que alerta para a equipe não tomar mais tantos sustos.
- Não estamos nem pensando no Atlético-MG. Estamos tentando fazer a nossa parte. Está na hora de a nossa equipe amadurecer mais, não sofrer tanto nos jogos. Era para ter acabado no primeiro tempo, mas a gente acabou não conseguindo fazer isso. Que sirva de aprendizado, mas está todo mundo de parabéns.
Apesar da derrota, Everton Ribeiro, autor do gol do Coritiba, considerou boa a atuação da sua equipe:
- Nosso time não teve medo de jogar contra o líder. Jogamos de igual para igual. Eles acertaram nas finalizações, e nós acabamos pecando. Mas isso não nos desanima.
O jogo
Incentivado por um Engenhão cheio de tricolores entusiasmados, o Fluminense começou a partida tentando sufocar o Coritiba. Logo a um minuto, Thiago Neves cobrou falta da direita, sem ângulo, e jogou a bola no travessão. O Coritiba, no entanto, não ficou acuado e andou rondando a área adversária. O problema das duas equipes ficou evidenciado com o passar do tempo: os erros de passes. E foi numa bobeada de Deivid na saída de bola do time paranaense que Wellington Nem avançou, livrou-se de Escudero, penetrou na área e tocou por baixo de Vanderlei para abrir o marcador, aos 15. Delírio tricolor no Engenhão.
O gol animou o time da casa, que quatro minutos depois teve boa oportunidade com Jean, mas Vanderlei conseguiu cortar com o pé esquerdo para escanteio. A postura ofensiva do Coxa, na verdade, facilitava a vida tricolor, que encontrava espaços para penetrar na atrapalhada defesa adversária sem tantas dificuldades. Aos 28, Fred completou bem de cabeça um cruzamento de Carlinhos, e o goleiro do Coritiba fez grande defesa, evitando o segundo gol. A superioridade tricolor estava estampada nos números: com meia hora de jogo, o time do Paraná havia desferido seu primeiro chute a gol, quando a equipe carioca já havia finalizado oito vezes.
Com Lincoln organizando as jogadas pelo meio, o Coxa cresceu a partir dos 30 e teve chances de reação. O grande perigo é que a defesa ficou exposta aos contra-ataques. Aos 38, Rafinha teve boa chance após tabela com Deivid, mas chutou muito mal, para fora. Um minuto depois, Lucas Claro recebeu livre na área, pelo lado direito, dominou e chutou forte, mas lá estava Cavalieri para defender com as pernas, de forma esquisita.
Num contragolpe, aos 41, Wellington Nem fez grande jogada na área, mas acabou tendo o toque com endereço certo abafado por Vanderlei. Um minuto depois o atacante tricolor perdeu nova chance ao demorar a chutar. Aos 46, o Coritiba voltou a ameaçar, em ótima chance desperdiçada por Everton Ribeiro, que em vez de dominar a bola lançada por Rafinha quis chutar de primeira e furou, facilitando a vida de Cavalieri.
Nem faz grande jogada no segundo. Flu leva gol e sufoco no fim
O Coxa retornou com disposição para empatar, mas quase leva o segundo gol, aos três. Após tabela com Nem, Fred chutou mascado de dentro da área, e Vanderlei espalmou com dificuldades para escanteio. A torcida tricolor não parava de cantar. O jogo era aberto, mas era o time da casa que criava as melhores oportunidades. Logo depois de levar cartão amarelo por falta dura em Rafinha, Deco pediu para ser substituído, e Abel mandou Wagner a campo, aos 13.
Pouco depois, Jean fez grande jogada individual e serviu a Nem, que na área chutou cruzado, pela linha de fundo. A saída de Deco deixou o Tricolor meio desnorteado. O Coxa tinha mais posse de bola, geralmente no setor ofensivo, mas arrematava pouco. No entanto, Everton Ribeiro, aos 23, arriscou de longe e Cavalieri fez defesa estranha a escanteio.
Mas o Flu é um time traiçoeiro. Atrai a presa para dar o bote na hora que ela pensa estar com o domínio da situação. E o segundo gol surgiu justamente no momento em que a equipe paranaense estava melhor em campo. Num contra-ataque, Nem fez grande jogada pela direita e cruzou na cabeça de Thiago Neves, que, sem Vanderlei por perto, só teve o trabalho de empurrar a bola para a rede. A festa tricolor só aumentou.
Porém, o Coxa continuou desperdiçando chances: aos 32, Luccas Claro cabeceou para Lincoln, que, livre na pequena área, pegou mal na bola e jogou para fora. Logo depois, tocou bem por cima de Cavalieri, mas Bruno, numa bicicleta sensacional, salvou quase em cima da linha. Mais um minuto, Lincoln deu um drible espetacular em Gum e chutou forte, mas o goleiro do Flu socou a bola para escanteio.
De tanto insistir, o Coritiba conseguiu diminuir, aos 35. Rafinha reebeu livre na direita, serviu a Deivid, que chutou em cima da zaga e de Cavalieri. A bola sobrou para Everton Ribeiro chutar com raiva no ângulo direito. Com Sobis em campo, no lugar de Thiago Neves, o Flu suportou a pressão, conseguiu segurar a bola no ataque nos minutos finais, desperdiçar algumas chances e manter os importantíssimos três pontos que fizeram a alegria de sua torcida.

Carlinhos Cachoeira vira líder dos presos na cadeia


Empresário acolhe queixas contra agentes e ajuda detentos da Penitenciária da Papuda
Preso há mais de 200 dias na Penitenciária da Papuda, o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, importou para dentro da prisão a experiência e liderança que usou para comandar um esquema que movimentou R$ 84 bilhões nos últimos dez anos e envolveu uma rede de parceiros, segundo a CPI. Apontado como chefe da máfia dos caça-níqueis pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público (MP), Cachoeira tornou-se líder informal dos detentos do presídio: centraliza queixas contra a direção e os agentes, declama direitos humanos e faz as vezes de assistente social de presos e de seus familiares.
A ascensão do bicheiro na cadeia alertou o sistema de inteligência da Secretaria de Segurança do DF, que o colocou em isolamento. Nas últimas semanas, o Estado ouviu relatos de carcereiros e advogados que reconstituem o papel do contraventor dentro do presídio.
Cachoeira ocupa hoje sozinho uma cela. Antes do preso famoso, o local era ocupado por um detento com problemas mentais, que acabou por deixar um rastro de sujeira e odor forte. Passa quase todo o tempo sem camisa, com o corpo 16 quilos mais magro à mostra. A bermuda, levada pela família, quase não para, está frouxa.
Cachoeira não fica quieto. Caminha de um lado para o outro, conversa, planeja e garante: 'Na próxima segunda, saio daqui'. Sempre foi elétrico. As investigações da PF mostram que o dia do empresário começava bem cedo – por volta das 6h já começava a ligar para os aliados – e terminava tarde. Dormia pouco e, agora na cadeia, tem tido dificuldades para cair no sono e conta com a ajuda de medicamentos.
No início da prisão, Cachoeira chegou a dividir cela com outros réus da operação Monte Carlo. Quase nove meses depois da operação, apenas ele e Gleyb Ferreira da Cruz, braço direito de Carlinhos, permanecem presos.
Na Papuda, o empresário ainda resiste a algumas 'regras', como abaixar a cabeça para agentes e autoridades. Tido como arrogante por uns e boa praça por outros, Cachoeira responde a processos internos por desacato e não é estranho responder às ordens dos agentes ou mesmo instigar outros presos a questionarem os comandos. Contudo, seu olhar já começa a mirar o chão de cimento.
Congelados – O empresário se recusa a comer a quentinha da Papuda. Alimenta-se de produtos congelados vendidos na unidade penitenciária ou trazidos por familiares. Recebe quinzenalmente a visita da mulher Andressa Mendonça, atribuindo a ela o papel de 'primeira dama dos presos'. Cabe a Andressa, a musa da CPI, atender aos pedidos dos detentos e seus familiares que vão de cestas básicas a orientações jurídicas.
Entre as celas, os dois protagonizam juras de amor e brigas. Em uma das discussões, Andressa jogou a aliança no chão e bradou que não teria medo de largá-lo. 'Já deixei o pai dos meus filhos', disse referindo-se ao atual senador Wilder Morais (DEM-GO), que assumiu o cargo depois da cassação de Demóstenes Torres.
Cachoeira também recebe constantemente a visita da ex-mulher Andreia Aprígio, com quem tem três filhos. A advogada é dona do Laboratório Vitapan, que segundo as investigações lavava dinheiro da organização criminosa.
O advogado de Cachoeira, Nabor Bulhões, afirma que o empresário não tem qualquer liderança na cadeia. 'É uma pessoa muito preocupada com os outros e ele nem teria como prestar qualquer assistência,' destaca. Seu cliente também não teria problemas de mau comportamento. 'Houve um caso isolado e que já foi esclarecido em que Carlos estava apenas tentando preservar os outros presos de assistirem um programa de televisão muito violento.'
Na última semana, o Tribunal Regional Federal concedeu mais um habeas corpus para Cachoeira. Porém, ele permanece preso por força de uma decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) na operação Saint Michel. Agora o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve analisar novo pedido de liberdade da defesa. A prisão é insustentável, segundo a defesa, e fere o princípio da isonomia.
(Estadão Online)

Ex-presidentes custam ao menos R$ 2 milhões por ano aos cofres públicos


Sarney, Collor, FHC e Lula têm algumas regalias, mesmo após deixar o governo.
Você sabe quais são os benefícios de um ex-presidente da República? José Sarney, Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva têm algumas regalias, mesmo após deixar o governo.
Não existe salário a ser pago para os ex-presidentes da República, apenas benefícios. Entre eles, são oferecidos oito servidores para um. São quatro funcionários para desempenhar função de apoio e segurança pessoal de cada um, dois motoristas e dois assessores.
O gasto com o pagamento desses serviços por ano é aproximadamente de R$ 510 mil, fora os gastos com gasolina, consertos e equipamentos. Juntos, portanto, eles custam cerca de R$ 2 milhões aos cofre públicos.
A lei que determina os direitos dos ex-presidentes é a nº 7.474, de 8 de maio de 1986, com as novas redações dadas pelas leis nºs 8889, de 21/06/94 e a de nº 10609, de 20.12.2002 e regulamentada pelo Decreto nº 6.381, de 27 de fevereiro de 2008. Não há menção na lei sobre a remuneração de presidentes da República depois do término de seus mandatos, ou seja, não há salários pagos para os ex-presidentes, apenas os benefícios já citados acima.
José Sarney
José Sarney governou o Brasil de 1985 a 1990. Também foi governador do Estado do Maranhão de 1966 a 1971 e presidente do Senado Federal, de 1995 a 1997, e de 2003 até o momento. Mesmo tendo outros cargos públicos, Sarney não deixou de ganhar os benefícios dados para os ex-presidentes.

Ex presidente da República, José Sarney. Foto: Roosewelt Pinheiro
Ex presidente da República, José Sarney. Foto: Roosewelt Pinheiro
Fernando Collor de Mello
O ex-presidente Fernando Collor teve seu mandato cassado em 1992. Ele só começou a receber seus benefícios como ex-presidente em 1994, quando foi absolvido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), na forma do disposto da Lei nº 7.474/86.

Como já foi dito, cada ex-presidente tem direito a servidores. Cada um dos cargos tem uma remuneração diferente. Os seguranças recebem em média R$ 3.000 por mês, contando que são quatro seguranças, os gastos no final do mês com esse serviço podem chegar a quase R$ 11 mil. Os serviços de motoristas custam quase R$ 14 mil e o serviço mais caro é dos assessores, aproximadamente R$ 18 mil.
Por mês cada ex-presidente gasta em média R$ 42 mil, o que no final do ano é equivalente a R$ 509 mil cada.
Ex presidente da República, Fernando Collor de Mello. Foto: Ed. Ferreira / Agência Estado
Ex presidente da República, Fernando Collor de Mello. Foto: Ed. Ferreira / Agência Estado
Fernando Henrique Cardoso
Fernando Henrique Cardoso foi presidente do Brasil por dois mandatos, de 1995 a 2002. FHC também tem todas as regalias de ex-presidente.

Os carros são veículos oficiais, semelhantes ao da comitiva presidencial, cujas despesas são custeadas com dotações próprias da Presidência da República. Os ex-presidentes são fãs do modelo Omega, da Chevrolet.
Ex presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Foto: Paulo Liebert / Agência Estado
Ex presidente da República, Fernando Henrique Cardoso. Foto: Paulo Liebert / Agência Estado
Luiz Inácio Lula da Silva
O ex-presidente Lula, além dos motoristas, seguranças e assessores, recebe uma aposentadoria de anistiado. O benefício previdenciário concedido como aposentado anistiado, foi considerado legal pelo MPF-DF (Ministério Público Federal no Distrito Federal).

O ex-presidente foi considerado anistiado político em razão da cassação de seus direitos sindicais, ocorrido em abril de 1980, e por ter sido destituído do cargo de Presidente Sindical dos Sindicatos dos Metalúrgicos.
Ex presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Alex Silva / Agência Estado
Ex presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Alex Silva / Agência Estado
Segundo dados do Portal da Transparência, da Presidência da República, Dilma Rousseff recebe por mês o salário líquido de R$ 19.818,49, segundo dados referentes a maio deste ano.
A presidente ganha o teto do funcionalismo público, que bruto é de R$ 26.723,13, mas paga R$ 6.473,86 de Imposto de Renda e R$ 430,78 de Previdência Oficial.

Apagão do Lobão quase acaba debate do Lobinho


“O ministro do apagão”. É assim que o senador licenciado Edison Lobão, que comanda a poderosa Pasta de Minas e Energia, é apelidado em Brasília e Brasil a fora.
Tanto é que , na noite de quinta feira (25), os Estados do Maranhão, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Tocantins sofreram apagão. Emais: logo após o importante debate entre os candidatos a prefeito de São Luís, transmitido pela emissora do filho de Lobão, Edinho Lobão, proprietário do Sistema Difusora de Comunicação, milhões de telespectadores da capital  ficaram revoltados com mais um apagão que afetou o Estado.
Portanto, esse apagão apagou a chance do ministro Edison Lobão de ser candidato ao governo em 2014.

TSE nega envio de força federal para eleições em São Luís



Ministro do TSE.
Ministro do TSE.
O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por unanimidade, negou o envio de forças federais para o segundo turno das eleições no município de São Luís-MA.
Em São Luís, relatado pelo ministro Arnaldo Versiani, não houve sequer a requisição formal de força federal pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão. A solicitação foi feita por um dos candidatos ao segundo turno e por uma coligação. “Não há justificativa evidenciada de que necessite de requisição de força federal para a garantia da ordem no segundo turno no município de São Luís”, enfatizou Versiani. Os dois pedidos foram indeferidos por unanimidade.

Justiça bloqueia contas da Prefeitura de Viana



Prefeito de Viana.
Prefeito de Viana.
Em decisão datada desta quinta-feira (25), o titular da 1ª Vara e diretor do fórum da comarca de Viana, juiz Mário Márcio de Almeida Sousa, determinou o bloqueio de todas as contas do Município. No documento, o magistrado determina, ainda, ao município, através do secretário de Administração, que encaminhe às agências do Banco do Brasil e Bradesco de Viana as “folhas de pagamento referentes ao mês de setembro de todos os servidores municipais (Educação, Saúde e Administração) concursados e contratados pagos via instituição bancária”. O prazo para o envio das folhas é de três dias.
O município deve encaminhar também às referidas agências bancárias as folhas de pagamento de todos os servidores contratados e concursados referentes aos meses de junho, julho e agosto de 2012 para que as instituições bancárias procedam aos pagamentos dos mesmos.
A 1ª Vara da comarca já recebeu ofício das agências bancárias confirmando o bloqueio.
Salário – A decisão atende à Ação Civil Pública com pedido de liminar proposta pelo Ministério Público Estadual contra o Município de Viana, com o “propósito de bloquear verbas do requerido para o pagamento dos servidores públicos municipais, cujos salários estão atrasados”.
De acordo com a ação, vários servidores públicos procuraram o MP pedindo a intervenção do órgão. Ainda segundo a ação, “constatou-se que os salários de todos os servidores públicos municipais concursados, abrangendo as áreas da saúde, administração e educação encontram-se atrasados, ainda não receberam o salário referente ao mês de setembro de 2012. E a maioria dos servidores contratados pela Prefeitura de Viana, por sua vez, estão com os salários dos meses de junho a setembro de 2012 atrasados”.
O MP relata ainda a recusa do prefeito de Viana, Rivalmar Luís Gonçalves Moraes, em autorizar o pagamento dos servidores “unicamente por falta de vontade de fazê-lo, o que vem causando graves transtornos aos servidores”.
Injustificável – Em suas alegações, Mário Márcio ressalta que “é notório e, ao que tudo indica, injustificável o atraso no pagamento dos servidores”. Para o juiz, além das privações a que são sujeitos os servidores sem o pagamento dos salários, o fato tem repercussão ainda “na economia do município e da região, que praticamente gravita em torno dos servidores públicos”.
“O quadro só tem a piorar, tornando ainda mais crítica a situação dos servidores e até mesmo da economia da região, repita-se”, alerta o magistrado, destacando “a postura adotada pelo gestor nos últimos anos (atrasos nos pagamentos dos servidores concursados e contratados, reiterados descumprimentos de decisões deste Juízo e até mesmo do Tribunal de Justiça”.