quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

"Peneira" do Atlético Mineiro termina na polícia após confusão


Publicação: 13/12/2012 09:09
Jogadores e familiares chamaram a polícia após desconfiarem de processo seletivo para atletas  (NEIDSON MOREIRA/OIMP/D.A PRESS)
Jogadores e familiares chamaram a polícia após desconfiarem de processo seletivo para atletas
A tarde desta quarta, 12, foi marcada por muita confusão no campo da Associação do Ipem. Ali, uma equipe, que afirma ser do Peneirão Brasil, faz uma seleção desde segunda-feira para jovens sonhadores em participar de clubes de futebol. Desta vez a seleção foi para a equipe do Atlético Mineiro (CAM). O que não se sabe se toda essa triagem que esta sendo feita é verdadeira ou não. Dez pessoas se apresentaram como organizadoras da "peneira" - gíria usada para designar o processo de escolha de jovens jogadores.

Toda a confusão começou a partir do momento que os pais dos jovens desconfiaram que a "peneira" poderia ser uma farsa. Isso ocorreu a partir do momento que um garoto de 14 anos surpreendeu a todos com sua habilidade em campo e foi desclassificado da peneira por não ter o tamanho suficiente, o que poderia ter acontecido logo no ato da inscrição. Para fazer a inscrição cada garoto sonhador pagou a quantia equivalente a R$ 50, o que gerou outra desconfiança das famílias. Em meio a tanta confusão, Edimar Freitas e Cláudio Santos integrantes da organização do Peneirão Brasil informaram a todos que tudo era verdadeiro e que os melhores participariam de uma entrevista na sexta-feira para o canal 12 e logo em seguida seriam encaminhados para Belo Horizonte. 

Dona Lívia Regina, mãe de um dos garotos, afirmou que teve que pagar R$ 50 para fazer a inscrição do filho na segunda-feira no shopping São Luís e que no começo estava tudo bem. Depois começou a desconfiar de todos os integrantes e afirmou que tudo era falso e que seu filho estava sendo enganado. "Não admito que enganem meu filho desse jeito, nem dormir ele não quis só pensando em passar nessa tal peneira e integrar o time do Atlético Mineiro", disse dona Lívia. Assim como ela outros parentes clamavam por justiça. "Apenas queremos saber a verdade, teve crianças que até sem comer ficaram, só por ansiedade e nervosismo na expectativa que seus sonhos se tornem realidade", comentou Marineide Pimentel.

Em meio a tanta confusão, um suposto observador técnico do Atlético Mineiro, identificado como Anderson Kanela, conversou com as famílias e tentou explicar o processo e acabou complicando ainda mais a situação dos organizadores. "Sou avaliador do time Atlético Mineiro e fui mandado pelo Mauro Sérgio, que é coordenador de capacitação, para observar a desenvoltura dos jogadores, mas não sabia que a inscrição foi paga, pois pelo menos o nosso time não cobra inscrição; somos apenas convidados e não realizadores da peneira", disse o olheiro.

Com toda revolta, as famílias e os jogadores impediram que organizadores do Peneirão e mesmo o olheiro, se retirassem do local. A polícia foi chamada e todos os integrantes foram encaminhados para ao plantão policial da Reffsa. O caso agora está sob o domínio da polícia. A equipe de O Impacial entrou em contato com a assessoria de comunicação do Atlético Mineiro e os mesmos não souberam dar informações sobre o ocorrido até o fechamento desta edição.

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